SEJA BEM VINDO !

Este blog é para troca de informações, idéias e experiências na área da educação, conhecimento religioso e teológico.

"A PAZ DEVE SER O ALIMENTO DIÁRIO NA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MAIS JUSTO E SOLIDÁRIO !" (Jorcemar)



(Algumas imagens usadas no blog são retiradas da internet, se for de seu domínio e desejar que sejam retiradas favor entrar em contato pelo email:jbaduc@yahoo.com.br

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

APRESENTAÇÃO NO XIV ENID-UFPB 2011

A Universidade Federal da Paraíba realizou o XIV ENID (encontro de iniciação a docência) entre os dias17 a 21 de outubro, tivemos a oportunidade de mostrar os nossos trabalhos realizados nas monitorias e grupos de pesquisas.
Quero destacar minha participação apresentando o artigo: Narrativa mítica como promoção de tolerância em sala de aula. Os nossos colegas do curso de ciências das religiões, Thalisson apresentou o  painel: Em busca do significado do ser professor de ensino religioso no contexto da cidade de João pessoa Pb e Reginaldo com o Painel : Rui Barbosa e a reforma do ensino religioso.

Algumas fotos do momento das apresentações










sábado, 15 de outubro de 2011

HOMENAGEM AOS PROFESSORES

A nossa homenagem a todos os que são educadores e educadoras, que dedicam sua vida a transmitir conhecimentos, em especial quero deixar um abraço a todos os nossos professores do  curso de ciências das religiões-UFPB.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Israel comemora nesta sexta o Yom Kippur, dia mais sagrado do calendário hebreu

Israel ficará paralisada durante 24 horas a partir do entardecer desta sexta-feira, por causa da celebração do Yom Kippur, ou Dia do Perdão, a data mais sagrada do calendário hebreu. O Yom Kippur vem logo após os "Dez Dias de Arrependimento", que começam com a celebração do Ano Novo judaico (Rosh Hashaná).
Significado do Yom Kippur

Após o pecado do bezerro de ouro, Moshê (Moisés) rezou e, no dia dez do mês hebraico de Tishrei, D'us concedeu pleno perdão ao povo judeu.

Yom Kipur é o Dia da Expiação, sobre o qual declara a Torá: "No décimo dia do sétimo mês afligirás tua alma e não trabalharás, pois neste dia, a expiação será feita para te purificar; perante D'us serás purificado de todos teus pecados."

Esclarecendo a natureza de Yom Kipur, o Rambam escreve: "É o dia de arrependimento para todos, para o indivíduo e para a comunidade; é o tempo do perdão para Israel. Por isso todos são obrigados a se arrepender e a confessar os erros em Yom Kipur."

A expiação obtida através de Yom Kipur é muito mais elevada que aquela conseguida através do arrependimento, pois neste dia os judeus e D'us são apenas um. O judeu une-se com D'us para revelar um vínculo intocável pelo pecado, sem obstáculos.

Teshuvá, o retorno do judeu ao bom caminho, não está restrito apenas a Yom Kipur. Há muitas outras épocas que são propícias para que isto ocorra, e na verdade, um judeu pode, e deve, ficar em estado de reflexão, alerta e arrependimento todos os dias do ano.

A obtenção do perdão

Os Rabis afirmam que a pessoa deve primeiro arrepender-se, e então obterá a expiação especial de Yom Kipur (que é infinitamente mais elevada que aquela conseguida apenas pela teshuvá).

Mas como Yom Kipur consegue isto? A expiação não é meramente a remissão da punição pelo pecado; significa também que a alma de um judeu é purificada das máculas causadas pelo pecado. Além disso, não apenas nenhuma impressão das transgressões permanece, como as transgressões são transformadas em méritos.

Que isto possa ser atingido através de teshuvá é compreensível; um judeu sente genuíno remorso pelas falhas cometidas erradicando o prazer que extraiu dos pecados.

Sua alma é então purificada. O próprio pecado deve ser visualizado como uma contribuição ao processo de teshuvá.

Uma transgressão separa a pessoa de D'us. O sentimento de ser afastado de D'us age como um lembrete para o retorno, para estabelecer um vínculo mais intenso com o Criador.
O que é a expiação obtida através de Yom Kipur? Se a expiação significa apenas a remissão da punição, seria compreensível que "o próprio dia" pudesse abolir a punição que de outra forma seria devida pelos pecados de alguém através do ano.

Mas a expiação, como dizemos, significa também a purificação das manchas da alma. Como pode "o próprio dia," sem a força transformadora de teshuvá, atingir este ponto?

Três níveis no vínculo de um judeu com D'us

O pecado afeta o vínculo de um judeu com D'us, e há três diferentes níveis neste vínculo:

1 – O relacionamento estabelecido por um judeu através do cumprimento das mitsvot: a aceitação do jugo celestial por parte do judeu e sua prontidão em seguir as diretivas de D'us estabelecem um vínculo entre ele próprio e D'us.

2 – Uma conexão íntima, mais profunda que a primeira. Como este vínculo transcende aquele forjado pela aquiescência com a vontade de D'us, permanece válido mesmo quando alguém transgride aquela vontade e por causa disso prejudica o primeiro nível do relacionamento, que a teshuvá tem o poder de purificar as manchas na alma, causadas pelo pecado – o que enfraqueceu o nível inferior da conexão.

3 – O vínculo unindo a essência de um judeu com a Essência de D'us. Isto não é restrito a nenhum vínculo, e transcende toda a expressão humana. Ao contrário dos dois anteriores, este relacionamento não pode ser produzido pelo serviço do homem a D'us, mesmo o serviço de teshuvá, pois as ações do homem, não importa quão elevadas, são inerentemente limitadas. Pelo contrário, este é um vínculo intrínseco à alma judaica, que é "uma parte do D'us acima" – e neste nível, o judeu e D'us são completamente um só.

Como este vínculo transcende todos os limites, não pode ser afetado pelas ações do homem. Assim como não pode ser produzido pelo serviço do homem a D'us, da mesma forma não pode ser prejudicado pela omissão do serviço ou através do pecado. Pecados e máculas não podem tocar este nível.

A unidade entre o judeu e D'us

Em Yom Kipur, este vínculo entre a essência de um judeu e a Essência de D'us revela-se em cada judeu – e por isso todas as manchas em sua alma causadas pelos pecados são automaticamente removidas.

Esta é a diferença entre a expiação de Yom Kipur e aquela de qualquer outra época. Na última, o pecado causa manchas na alma, e por isso a pessoa deve trabalhar ativamente para conseguir a expiação – arrependendo-se, o que produz um relacionamento mais profundo entre o homem e D'us. A maior expiação de Yom Kipur, entretanto, vem com a revelação de um vínculo tão elevado que, em primeiro lugar, nenhuma mancha pode ocorrer.

Este conceito é expresso no serviço de Yom Kipur do Cohen gadol, o Sumo Sacerdote, que representava todo o judaísmo. Um dos momentos mais importantes daquele serviço era sua entrada no Santo dos Santos, sobre o qual a Torá diz: "Nenhum homem deve estar no Ohel Moed quando ele entra para fazer expiação." O Talmud comenta que isto se refere até mesmo aos anjos. Ninguém, homem ou anjo, poderia ficar no Santo dos Santos naquela hora, pois o serviço de Yom Kipur é a revelação da unidade essencial entre os judeus e seu Criador. Apenas o judeu e D'us estão lá – sozinhos.

Revelação da essência do judeu

Tal revelação é possível não apenas no Templo Sagrado, através do Cohen Gadol, mas para todo judeu em suas preces de Yom Kipur. Este é o único dia do ano que tem cinco serviços de prece, correspondendo aos cinco níveis da alma.

Na última prece do serviço, Ne'ilah, o quinto e mais elevado nível da alma é revelado, um nível que é a quintessência da alma. "Ne'ilah" significa "trancar", indicando que naquela hora os judeus estão trancados sozinhos com D'us. A essência de um judeu é mesclada e unida à essência de D'us.

Yom Kipur, então, é um dia no qual não existem fatores externos, quando apenas a essência do judeu espalha seu brilho.

Teshuvá pode erradicar o pecado e as manchas na alma; Yom Kipur transcende inteiramente o conceito de pecado e arrependimento – e por isso traz uma expiação mais elevada que em qualquer outra época.

disponível em http://www.chabad.org.br/datas/yomkipur/yom001.html
acesso em 07/10/2011





Sobre o Judaismo

O judaísmo é a religião monoteísta mais antiga do mundo. Originou-se por volta do século XVIII a.C., quando Deus mandou Abraão procurar a terra prometida. Seu desenvolvimento ocorreu de forma conjunta ao da civilização hebraica, através de Moisés, Davi, Salomão, etc., sendo que foram esses dois últimos os reis que construíram o primeiro templo em Jerusalém.
Os judeus acreditam que YHWH (Javé ou Jeová, em português) seja o criador do universo, um ser onipresente, onipotente e onisciente, que influencia todo o universo e tem uma relação especial com seu povo. O livro sagrado dos judeus é o Torá ou Pentateuco, revelado diretamente por Deus. Para o judaísmo, o pecado mais mortal de todos é o da idolatria, ou seja, a prática de adoração a ídolos e imagens.
Os cultos são realizados em templos denominados sinagogas. Os homens usam uma pequena touca, denominada kippa, como forma de respeito para com Deus. Os principais rituais são a circuncisão, realizada em meninos com 8 dias de vida, representando a marca da aliança entre Deus e Abraão e seus descendentes; e o Bar Mitzvah (meninos) e a Bat Mitzvah (meninas), que representam o início da vida adulta.
Os livros sagrados dentro do judaísmo não fazem referência à vida após a morte, no entanto, após o exílio na Babilônia, os judeus assimilaram essa ideia. Na verdade, essas crenças variam conforme as várias seitas judaicas. A base da religião judaica está na obediência aos mandamentos divinos estabelecidos nos livros sagrados, uma vez que, para eles, isso é fazer a vontade de Deus e demonstrar respeito e amor pelo criador.
O judaísmo é a religião monoteísta que possui o menor número de adeptos no mundo, cerca de 12 a 15 milhões.
Por Tiago Dantas
Equipe Brasil Escola

acesso em 07/10/2011




segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Lançamento de livro do grupo Videlicet


O Grupo Videlicet está lançando, de hoje até o dia 2 de outubro, na VIII Bienal do Livro de Pernambuco, o livro Confissões da Bahia 1618-1620 com a documentação confissional inquisitorial completa da segunda Visitação do Tribunal do Santo Ofício às partes do Brasil. Trata-se de excelente análise e de ótima fonte documental para os que desejarem conhecer e/ou estudar a História da Intolerância Religiosa, seu imaginário e suas mentalidades. É livro para o público em geral, leitor das religiões, e para os que atuam academicamente em estudos sobre Religiões. A pesquisa para a obra, as listagens técnicas e a introdução são da Dra. Sonia Siqueira, fundadora dos estudos inquisitoriais no Brasil, que é professora da USP e da UFPB, além de membro do Grupo Videlicet desde a sua fundação, em 2006.

O livro, que é o 4º livro da Coleção Videlicet, pode ser comprado com preço de lançamento na VIII Bienal ou pelos seguintes links:

Site da Editora Ideia (com entrega nacional já inclusa no preço):
http://www.ideiaeditora.com.br/index.php?page=shop.product_details&category_id=4&flypage=flypage.tpl&product_id=55&option=com_virtuemart&Itemid=1&vmcchk=1&Itemid=1

Site Estante Virtual (livro novo com entrega nacional):
http://www.estantevirtual.com.br/osebocultural/Sonia-Siqueira-Confissoes-da-Bahia-1618-1620-14-52310735

 Aproveitamos para anunciar que o Videlicet iniciou a digitalização do importante Acervo Sonia Siqueira de documentos inquisitoriais. Professores e estudantes que desejarem participar deste novo Projeto, que também estamos lançando aqui, devem enviar e-mail com a sua solicitação para videlicet.ufpb@gmail.com

Ensino Religioso: uma experiência


Carlos André Cavalcanti¹


Na história recente – pelo menos desde o início da nossa República – o Ensino Religioso no Brasil foi marcado, naturalmente, pelo uso da pregação religiosa da maioria católica, que teve um papel determinante na trajetória da educação antes e depois da sua formalização. Antes, durante o período colonial, quando a escola pública como a conhecemos hoje ainda não existia, também o catolicismo prevaleceu: meio tridentino no litoral, meio reinventado no interior pelo povo dos sertões e brejos. Sertões  de poucos padres e poucas missas, mas de muitos beatos, orações, promessas, procissões, rezas e santos que o povo escolhe sem ter motivos para consultar Roma.
A república trouxe a pretensa separação entre Estado e Igreja. mas estudos recentes mostram que a influência católica ainda permanece forte, só que agora concorrendo com as dos evangélicos e neopentecostais.
A Lei 9.475, de 1997, esclareceu que o ensino religioso é parte integrante da formação básica do cidadão, assegurando o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, “vedadas quaisquer formas de proselitismo”, e que “os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a definição dos conteúdos do ensino religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e admissão dos professores”. Foi um passo para a promoção da tolerância e da diversidade religiosas no país. Recentemente tivemos a criação do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa: 21 de janeiro, que já foi objeto de evento pioneiro na Paraíba realizado pelo Grupo Videlicet neste ano de 2011.
O ensino religioso na escola pública deve tornar acessível aos alunos o conhecimento acumulado sobre a origem das diversas tradições religiosas e as bases científicas que analisam o fenômeno religioso em si nos mais diferentes povos ao longo de toda a História, sem interferir na opção religiosa individual e respeitando o caráter didática na transmissão de seus conteúdos.
Os atuais Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) estabelecem que o Ensino Religioso compreende a sistematização do fenômeno religioso a partir das raízes das diversas tradições religiosas (orientais, ocidentais, ameríndias e africanas). É  instrumento de apoio no processo de apropriação de conhecimentos para os quadros do magistério público, dentro das expectativas sociais vigentes de assumir sua responsabilidade constitucional na construção de uma sociedade mais justa e humana.
A comunidade universitária tem um papel específico no apoio a este projeto de realizar o que está previsto na lei. A nossa experiência em 2008 na coordenação da Formação Continuada dos docentes da Prefeitura Municipal de João Pessoa serve como exemplo do papel que podemos e devemos ter.
As aulas de formação dos docentes foram realizadas com intenso debate com os professores da rede municipal sobre suas dificuldades metodológicas e suas necessidades pedagógicas. Estes debates originaram um levantamento das situações-problema, com discussões sobre a atuação adotada e as soluções encontradas por cada professor, com sugestões dos outros colegas para os problemas de cada unidade. Foram seis meses de atuação proveitosa e construtiva. Como é da “natureza” da área, encontramos como adversidade a presença ainda – mesmo que minoritária – do ensino religioso de caráter “pregacional” ou até prosélito. Mesmo que tais dificuldades tenham surgido explicitamente de forme muito minoritária, consideramos que a função pedagógica de tais reações serviu para o amadurecimento da nossa equipe de tutores.
A identidade grupal e o fortalecimento individual do professor como profissional do Ensino Religioso foram acentuados positivamente!
Especificamente quanto à percepção dos conceitos científicos essenciais em Ciências das Religiões, como os de mito (no sentido antropológico), sacralidade, profano, experiência transcendental ou das descobertas científicas da área de Saúde em Psiconeuroimunoendocrinologia – acerca do fenômeno religioso e das emoções –, houve interesse e aceitação por parte dos professores na apreciação abstrata dos temas, mas não ocorreu com a mesma intensidade a apreciação da interação excludente da religiosidade pessoal com tais conteúdos em aula. Houve, por exemplo, recusa por parte de um setor do grupo da classificação antropológica mítica da Virgem Maria e histórico-mítica de Jesus de Nazaré. Tais mitos são contundentemente defendidos por alguns colegas como personagens e vivências necessariamente “reais” e “históricos”. Nota-se que ainda há, para muitos, carência e/ou recusa de formação científica. Trata-se de situação que demanda solução outra, para além dos atos pedagógicos da Formação Continuada, posto que a veiculação de tal conteúdo fere a LDB e a própria Constituição.
Nota-se que é necessário continuar trabalhando a tolerância e a alteridade como caminhos para o Estudo das Religiões nos Ensinos Fundamental e Médio. 

Este artigo foi enviado pelo Prof. Dr. Carlos André Cavalcanti 
Doutor em História
Professor Associado da Universidade Federal da Paraíba
História das Religiões
Líder do Grupo Videlicet de Estudos em Religiões, Intolerância e Imaginário 

domingo, 25 de setembro de 2011

A BUSCA DO SIGNIFICADO DO SER PROFESSOR DE ENSINO RELIGIOSO EM JOÃO PESSOA/PB



Eixo Temático 7: Educação, Cultura e Religião

RESUMO


Na tentativa de compreender as vivências mais significativas na trajetória de vida de
professores, evidenciando como aconteceu a escolha profissional e a construção desse
processo de ser professor de ensino religioso no contexto da cidade de João Pessoa PB, neste
artigo, procurar-se-á apresentar uma pesquisa em andamento, com iniciativas levantadas pelo
Coordenado do projeto o Profº. Dr. Marinilson Barbosa da Silva. O trabalho está sendo
realizado tomando como base investigações bibliográficas e análise de vivências. Utilizando
como principal meio a fenomenologia que ajudará na compreensão de uma identidade
especifica para construir uma identidade e um significado de ser professor de ER. Assim,
confrontaremos o conhecimento teórico com o prático e buscaremos analisar essas vivências e
assim encontrar o significado do ser professor de ensino religioso.

Palavras- chave: Ensino Religioso, Formação de Professores, Fenomenologia


Este artigo foi apresentado no  V colóquio internacional " educação e contemporâneidade" realizado em São Cristovão/ SE- 21 a 23 de  setembro


Os graduandos da -UFPB -responsáveis pelo artigo :

Neusiana Vieira Fernandes - Graduanda do Curso de Pedagogia da UFPB e participante do
Grupo de Pesquisa FIDELID, do programa de Pós-Graduação em Ciências das Religiões da
Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e do PROLICEN também vinculado ao Programa de
Ciências das Religiões da UFPB. E-mail: neusianavf@hotmail.com.

Lidiane Nayara Nascimento dos Santos - Graduanda do Curso de Pedagogia da UFPB e
participante do Grupo de Pesquisa FIDELID, do programa de Pós-Graduação em Ciências das
Religiões da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e do PROLICEN também vinculado ao
Programa de Ciências das Religiões da UFPB. E-mail: liddynaysp@hotmail.com.

Thalisson Pinto Trindade de Lacerda - Graduando do Curso de Ciências das Religiões e
participante do Grupo de Pesquisa FIDELID, do programa de Pós-Graduação em Ciências das
Religiões da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e do PROLICEN também vinculado ao
Programa de Ciências das Religiões da UFPB. E-mail: thalisson_pinto@hotmail.com.


OS NOSSOS PARABÉNS A TODOS, EM ESPECIAL QUERO DESTACAR  THALISSON NOSSO COLEGA DO CURSO DE CIÊNCIAS DAS RELIGIÕES.

 Exemplo de  quem veio de longe, lá do interior da Paraíba e esta se esforçando, batalhando, lutando e estudando muito para ser um futuro professor

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Discurso do Papa a representantes da comunidade judaica em Berlim




Ilustres Senhoras e Senhores!
Sinto-me feliz por ter este encontro convosco aqui em Berlim. De coração agradeço ao Presidente, Dr. Dieter Graumann, as amáveis palavras de boas-vindas. Elas manifestam quanto cresceu a confiança entre o povo judeu e a Igreja Católica, que têm em comum uma parte não irrelevante das suas tradições fundamentais. Ao mesmo tempo, todos nós sabemos bem que uma comunhão benévola e compreensiva entre Israel e a Igreja, no mútuo respeito pelo ser do outro, deve crescer mais e há-de ser incluída profundamente no anúncio da fé.

Há seis anos, durante a minha visita à Sinagoga de Colônia, o rabino Teitelbaum falou da memória como de uma das colunas que precisamos para fundar sobre elas um futuro pacífico. E, hoje, encontro-me num lugar central da memória, de uma memória pavorosa: a partir daqui foi projectada e organizada a Shoah, a eliminação dos concidadãos judeus da Europa.

Na Alemanha, antes do terror nazista, vivia aproximadamente meio milhão de judeus, que constituíam uma componente estável da sociedade alemã. Depois da II Guerra Mundial, a Alemanha foi considerada como o “País da Shoah”, onde fundamentalmente já não se podia viver. Ao início, quase não havia qualquer esforço para fundar novamente as antigas comunidades judaicas, embora chegassem continuamente do Leste indivíduos e famílias de judeus. Muitos deles queriam emigrar e construir uma nova existência sobretudo nos Estados Unidos ou em Israel.

Neste lugar, é igualmente necessário trazer à memória o pogrom da “noite dos cristais”, de 9 para 10 de Novembro de 1938. Poucas foram as pessoas que perceberam toda a dimensão daquele ato de desprezo humano como o percebeu o arcipreste da Catedral de Berlim, Bernhard Lichtenberg, que, do púlpito da Catedral de Santa Edvige, gritou: “Fora o Templo está em chamas; também isso é uma casa de Deus”. O regime de terror do nacional-socialismo baseava-se num mito racista, do qual fazia parte a rejeição do Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, do Deus de Jesus Cristo e das pessoas que acreditavam Nele.

O “onipotente” Adolf Hitler era um ídolo pagão, que queria colocar-se como substituto do Deus bíblico, Criador e Pai de todos os homens. Com a recusa do respeito a este Deus único, perde-se sempre também o respeito pela dignidade de homem. E do que seja capaz o homem que recusa Deus e qual semblante possa assumir um povo no “não” a tal Deus, no-lo revelaram as horríveis imagens que chegaram dos campos de concentração no fim da guerra.

Face a esta memória, há que constatar com gratidão que, desde há algumas décadas, se manifesta um novo desenvolvimento a propósito do qual se pode inclusive falar duma reflorescência da vida judaica na Alemanha. Deve-se destacar que, neste período, a comunidade judaica tornou-se benemérita particularmente na obra de integração de imigrados do Leste europeu.

Com vivo apreço, quero aludir também ao diálogo da Igreja Católica com o judaísmo, um diálogo que se vai aprofundando. A Igreja sente uma grande proximidade com o povo judeu. Com a Declaração Nostra aetate do Concílio Vaticano II, começou-se ”a percorrer um caminho irrevogável de diálogo, de fraternidade e de amizade” (cf. Discurso na Sinagoga de Roma, 17 de Janeiro de 2010).

Isto vale para a Igreja Católica inteira, na qual o Beato Papa João Paulo II se empenhou de modo particularmente intenso em favor deste novo caminho. Isto vale obviamente também para a Igreja Católica na Alemanha, que está bem ciente da sua responsabilidade particular nesta matéria. No âmbito público, destaca-se sobretudo a “Semana da fraternidade”, que é organizada cada ano, na primeira semana de Março, pelas associações locais para a colaboração judaico-cristã.

Da parte católica, temos ainda encontros anuais entre Bispos e Rabinos, bem como colóquios organizados com o Conselho Central dos Judeus. Já nos Anos Setenta, o Comité Central dos Católicos Alemães (ZdK) se distinguiu com a fundação dum fórum “Judeus e Cristãos”, que, no decorrer dos anos, produziu de modo competente muitos documento úteis. Depois, não se deve descurar o histórico encontro para o diálogo judeo-cristão de Março de 2006, com a participação do Cardeal Walter Kasper. Este encontro tem produzido muitos frutos até hoje.

A par destas louváveis iniciativas concretas, parece-me que nós, cristãos, devemos consciencializar-nos sempre mais do nosso parentesco interior com o judaísmo. Para os cristãos, não pode haver uma quebra no evento salvífico.

A salvação vem precisamente dos judeus (cf. Jo 4, 22). Sempre que o conflito de Jesus com o judaísmo do seu tempo é visto superficialmente como uma separação da Antiga Aliança, acaba-se por reduzi-lo a uma ideia de libertação que considera a Torah somente como a observância servil de ritos e prescrições exteriores. Mas, de fato, o Sermão da Montanha não abole a Lei mosaica, mas desvenda as suas possibilidades escondidas e faz surgir novas exigências; remete-nos para o fundamento mais profundo do agir humano, para o coração, onde o homem escolhe entre o puro e o impuro, onde se desenvolvem fé, esperança e amor.

A mensagem de esperança, que os livros da Bíblia hebraica e do Antigo Testamento cristão transmitem, foi assimilada e desenvolvida de modo diverso por judeus e cristãos. “Depois de séculos de contraposição, reconhecemos como nossa tarefa fazer com que estes dois modos de nova leitura dos escritos bíblicos – o cristão e o judaico – dialoguem entre si, para se compreender retamente a vontade e a Palavra de Deus” (Jesus de Nazaré – Parte II: Da Entrada em Jerusalém até à Ressurreição, p. 38).

Numa sociedade cada vez mais secularizada, este diálogo deve reforçar a esperança comum em Deus. Sem tal esperança, a sociedade perde a sua humanidade. No fim de contas, podemos constatar que o intercâmbio entre a Igreja Católica e o judaísmo na Alemanha produziu já frutos prometedores. Relações duradouras e confiantes se desenvolveram. Certamente, judeus e cristãos têm uma responsabilidade comum no progresso da sociedade, a qual possui sempre também uma dimensão religiosa. Possam todos os interessados continuar juntos este caminho. Para isso, o Único e o Onipotente – Ha Kadosch Baruch Hu – conceda a sua Bênção.

sábado, 17 de setembro de 2011

PALESTRA NO PROJOVEM




Esta semana estive no Centro de Cidadania no bairro de Cruz das Armas, proferindo uma palestra sobre diversidade religiosa, muito boa a experiência de poder falar para jovens carentes que participam do programa projovem, o interesse deles de querer saber um pouco a respeitode religião. Muitos não tem uma religião definida e ao perguntar a eles, os mesmos respoderam que acreditavam em Deus mas não participavam de algum segmento religioso. Apenas 10% dos participantes é que tinham uma religião definida. foi muito gratificante mesmo a experiência  e pude verificar também que os mesmos ficaram interessados nos contos míticos que contei , assim pude perceber que estes contos ao serem colocados para os jovens eles podem fazer uma reflexão da sua vida e ajudar na transformação do meio em que vivem.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

 Confiram a entrevista do Prof. Dr.Deyve Redyson no Programa Religare
(PUC-MG) em Belo Horizonte em Agosto deste ano, ele fala sobre
filosofia da religião








http://www.youtube.com/watch?v=1fgiV2kuJ_k

http://www.youtube.com/watch?v=Wk8fNWvoiDg