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domingo, 21 de agosto de 2011

Ficha resumo do texto de Wagner Gonçalves da Silva, sobre arte religiosa afro-brasileira




SILVA, Vagner Gonçalves da.Arte religiosa afro-brasileira: As múltiplas estéticas da devoção brasileira.Debates do NER, Porto Alegre, Ano 9, n. 13, p. 97-113, Jan-Jun. 2008

 
Idéia (s) principal (ais) do autor 

      A ideia do autor é mostrar a pluralidade da arte negra e a influência da arte europeia utilizadas na igreja que entram na cultura afro brasileira, mostrando que é uma arte conceitual e coletiva que mostra a natureza como divina. Mostra também a valorização do corpo que ocupa um lugar central. Mostra a influência do catolicismo e do kardecismo na umbanda, bem como a importância dos artesãos e comerciantes na divulgação dos materiais dedicados aos orixás na qual os mesmos são já carregados de uma força divina por trabalhar com a arte afro. Ressalta também as obras confeccionadas por artistas que podem estar exposta também nas galerias e museus, eles podem ter uma ligação direta com a cultura afro brasileira ou apenas simpatizantes.

Argumento (s) principal (ais) do autor.

      O autor argumenta sobre a influência das tradições religiosas europeias que entram na tradição afro e se fundem, trazendo uma nova roupagem para o sagrado afro.

Observações principais :
      Muito grandiosas as colocações do autor que mostra a cultura afro, que penetrou no Brasil e que se misturou também com a europeia e a contribuição artística deixada aqui e que estão no dia a dia do brasileiro, ressalto as obras de arte que são um grande legado desta influência afro na cultura do nosso país, com suas expressões e traços negros que visualizamos no cotidiano seja no devocional ou nas obras expostas, sejam em museus, praças ou na dança e na música.

Ficha resumo feita por : Jorcemar B.Albuquerque, acadêmico do curso de ciências das religiões-UFPB

domingo, 14 de agosto de 2011

Arte indígena


O   O conceito de arte indígena é da comunicação entre o grupo, e a socialização entre eles, interessante a grande diferença entre o jeito de produzir arte entre os índios e o jeito de produzir artes entre os ocidentais, que tratam a arte como algo voltado para a produção do lucro, e da concorrência, diferente dos índios que fazem da arte uma forma de se expressar e de se comunicar entre si, a arte ocidental passa longe desta ideia que os índios têm da arte.
      A pintura indígena também transmite para eles o contato com o mundo espiritual, através das pinturas eles podem entrar em contato com espíritos, bem como os processo de iniciação dos jovens que ao se decorarem parecem transcender para outro mundo, uma magia sobrenatural toma conta deles ao assumirem o desafio da passagem. É muito importante no aspecto religioso para os índios o contato com o sobrenatural através da expressão corporal. Cada povo indígena tem sua forma de representação para ter o contato com o transcendente.



Jorcemar B. Albuquerque, acadêmico do curso de ciêcias das religiões-UFPB

domingo, 7 de agosto de 2011

Palavras de índios



Uma velha Wintu religiosa fala com tristeza da destruição brutal e desnecessária de sua terra pelos brancos...
 
      O homem branco jamais se preocupou com a terra, nem com o veado, nem com o urso. Quando nós, índios, matamos um animal, comemos ele todo. Quando queremos arrancar uma raiz, fazemos pequenos buracos no chão. Quando construímos casas, também fazemos pequenos buracos. Quando queimamos a erva contra os gafanhotos, não arruinamos tudo. Recolhemos as bolotas e as pinhas. Não derrubamos arvores. Usamos apenas madeira morta. Mas os brancos reviram a terra, arrancam as arvores, matam tudo. A  arvore diz Não! Eu sou sensível. Não me fira. Mas eles a derrubam e a cortam em pedaços. O espírito da terra os odeia. Eles destroem as arvores e as puxam pelas entranhas. Eles serram as arvores. Isto as fere. Os índios nunca ferem nada, enquanto os brancos destroem tudo. Explodem rochas e as espalham pelo chão. A pedra diz Não! Você esta me ferindo? Mas o branco não presta atenção. Quando os índios usam pedras, escolhem as menores e arredondadas que servem para a cozinha. Como que o espírito da terra pode gostar do homem branco? Onde o branco põe a mão há sofrimento. 



Comentário sobre o texto
              Os índios cuidam da terra como uma mãe cuida dos seus filhos, com carinho e amor, usam o necessário para a sua sobrevivência, e sabem com  carinho usar a terra sem a destruir, eles tem muito a nos ensinar. Nós homens brancos que nos achamos tão superiores, que achamos que temos a melhor tecnologia e meios de usar a terra, pelo contrário, parecemos menos inteligentes e mais arcaicos, pois tratamos o meio em que vivemos com desprezo, achando que a nossa terra também não merece cuidados especiais, tiramos o sustento dela e a matamos, ferimos a nossa mãe que nos alimenta e nos dar riquezas. Temos muito que aprender com aqueles que são os mais sábios e verdadeiros cientistas, pois são sensíveis verdadeiramente. Estas palavras da sábia religiosa expressa muito bem o sentimento de todos os que são os verdadeiros donos da terra, pois verdadeiros são aqueles que sabem cuidar do patrimônio que o criador coloca nas mãos dos homens.

Jorcemar B. Albuquerque, acadêmico do curso de ciências das religiões-UFPB
Exercício realizado para a disciplina afro-indígena

A fusão do divino e o humano no candomblé



            A música e a dança tem um papel muito importante no candomblé, é através delas que há uma ligação entre o humano e o divino na religião afro. A uma sintonia perfeita com o som e a expressão corporal onde o filho ou a filha de santo entram em contato com seu orixá. A mística que há faz com que o terreiro se torne um local que transcende este mundo, os diversos cantos e ritmos para cada orixá enriquece o culto. A expressão corporal também tem sua importância, pois o orixá entra neste mundo usando o corpo do seu filho de santo, a parte que tem um papel especial é a cabeça que é o centro das energias vitais. A música e a dança são o encantamento os dois canais que servem para que os adeptos do candomblé possam irradiar a alegria de receber a comunicação dos seus orixás, são importantes neste processo de materialização do divino no humano.

Jorcemar B. Albuquerque ,acadêmico do curso de ciências das religiões-UFPB

Pequeno texto feito para a disciplina de  arte sacra afro