SEJA BEM VINDO !

Este blog é para troca de informações, idéias e experiências na área da educação, conhecimento religioso e teológico.

"A PAZ DEVE SER O ALIMENTO DIÁRIO NA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MAIS JUSTO E SOLIDÁRIO !" (Jorcemar)



(Algumas imagens usadas no blog são retiradas da internet, se for de seu domínio e desejar que sejam retiradas favor entrar em contato pelo email:jbaduc@yahoo.com.br

quarta-feira, 26 de março de 2014

ENSINO RELIGIOSO TEORIA X PRÁTICA




Jorcemar Bezerra de Albuquerque¹
Resumo
O tema sobre Ensino Religioso nas escolas é um tema muito importante a ser debatido, pesquisado e analisado. A teoria X a Prática dentro desta área do conhecimento é um grande embate, pois muitas vezes os profissionais da área não conseguem fazer uma junção entre o que se Foi teorizado e praticar dentro do espaço escolar o que realmente aprendeu no espaço acadêmico. A importância do ensino religioso para uma sociedade é de grande relevância, pois o mesmo gera uma convivência de respeito e aproximação dos indivíduos de diferentes credos ou mesmo os que não têm alguma crença.
Palavras- chave: Educação, Religião e Prática docente.

1.     Introdução
        Antes de qualquer afirmação absolutizada ou de certos preconceitos, não podemos fazer uma generalização de que todos os profissionais agem do mesmo jeito dentro do processo ensino aprendizagem da disciplina de ensino religioso, o problema aqui vai consistir em se fazer uma pequena análise do que muitas fezes se ver na teoria e não se aplica na prática do ensino escolar. Cada vez mais deve-se procurar fazer uma diferença entre Ensino Religioso Escolar, ensino de religião e o que é catequese.
        A reflexão abordando a problemática da teoria e prática do ensino religioso na condição de disciplina é algo importante, pois a sociedade brasileira sempre questiona, coloca em pauta o assunto e se não tiver realmente uma boa reflexão podemos correr o risco de colocar esta disciplina como algo inferior.
___________________________________________________
¹ Professor Licenciado em Ciências das Religiões


2.     Teoria X Prática
        Os nossos professores sejam eles do ensino religioso ou não, passam anos estudando , aprofundando dentro de sua área de conhecimento, o universo teórico e também metodológico é imenso, percebe-se, então que possivelmente dentro do contexto em que nosso País está ainda falta muito a ser desenvolvido no aspecto de teoria, pois ela deveria ser como que um encaixe que levasse o aluno a colocar o que aprendeu em prática.
Toda a teoria deve ser feita para poder ser posta em prática, e toda a prática deve obedecer a uma teoria. Só os espíritos superficiais desligam a teoria da prática, não olhando a que a teoria não é senão uma teoria da prática, e a prática não é senão a prática de uma teoria. Quem não sabe nada dum assunto, e consegue alguma coisa nele por sorte ou acaso, chama «teórico» a quem sabe mais, e, por igual acaso, consegue menos. Quem sabe, mas não sabe aplicar - isto é, quem afinal não sabe, porque não saber aplicar é uma maneira de não saber -, tem rancor a quem aplica por instinto, isto é, sem saber que realmente sabe. Mas, em ambos os casos, para o homem são de espírito e equilibrado de inteligência, há uma separação abusiva. Na vida superior a teoria e a prática completam-se. Foram feitas uma para a outra. (PESSOA, Fernando, 1926)
 
         O assunto da prática versus a teoria é um tema que gera muitas discussões, muitos perdem seu tempo discutindo este assunto, mas podemos perceber sem fazer uma discussão aqui prolongada é que não pode existir realmente uma prática sem ter um embasamento teórico. A prática deve ser a aplicação no dia a dia do que foi aprendido na teoria sobre determinado assunto ou tema.






        Percebe-se, então, a partir deste autor que a teoria deve estar entrelaçada com a prática docente.

3.     Ensino Religioso
        Dentro do espaço do ensino religioso a teoria versus a prática também é um grande desafio, pois muitos dos professores não tem a devida formação para atuar dentro desta área do saber, muitos são profissionais de outras áreas que assumem as salas de aula e assim fica uma barreira enorme entre o que se deve ensinar realmente e o que se estar sendo aplicado na prática. Os profissionais sem formação e informação competente tem posto uma barreira e até trazendo dificuldades. Muitos aproveitam para fazer proselitismo em sala de aula, ou seja, a prática fica aquém da teoria.
        O Ensino Religioso não tem como objetivo o ensino de uma determinada religião. Ele deve ter a preocupação em transmitir os assuntos relacionados a todas as expressões religiosas, abordando estes temas e fazendo com que os alunos possam ter uma visão geral do fenômeno religioso presente na sociedade e aplicando a teoria ensinada em sala em prática. Mas como estes alunos podem realmente aplicar isto em seu dia a dia, se os próprios profissionais não fazem o mesmo? É necessário que o educando possa realmente ter um aprofundamento verdadeiro que o leve a prática de tolerância e respeito.

4. Considerações finais
        Depois desta breve abordagem podemos ter uma pequena visão da aplicação da teoria na prática, o embate entre estas duas, especialmente dentro do Âmbito do ensino religioso que deve ser uma ponte de elementos básicos para a compreensão da existência da religião como um suporte de educação na vida do individuo. A humanização do individuo se dar também através da religião  e leva o ser humano a vivenciar os seus valores religiosos, sem discriminar seus semelhantes.
pudemos ter uma visão de que é muito importante a formação adequada dos educadores para que, isto realmente possa ser colocado em prática.
A educação deve ser um caminho de humanização e o individuo humaninado, possa transformar o mundo em que vive.




5. Referencias
BEHRENS, M. A. Formação continuada dos professores e a prática pedagógica. Curitiba: Champagnat, 1996.

FONAPER. Parâmetros Curriculares Nacionais. Ensino Religioso. São Paulo: Ed. Ave Maria, 1997.

HAMZE, Amélia. As tendências pedagógicas e os movimentos sócio-políticos e filosóficos. Disponível em: < http://pedagobioo.blogspot.com.br/2009/04/tendencias-tecnicistas.html> acessado em 17 de dezembro 2013.
PESSOA, Fernando. Teoria e pratica:disponível em:  <http://www.citador.pt/textos/teoria-e-pratica-fernando-pessoa>
SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia. 31 ed. Campinas: Autores Associados, 1997.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

MODELO DE AVALIAÇÃO CONSTRUTIVISTA DISCIPLINA: ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDO: UMBANDA E CANDOMBLÉ



Avaliação de Ensino Religioso: Série: 9º ano
Conteúdo: Candomblé e Umbanda
Reflexão da avaliação
Critérios para avaliar aprendizagem¹


KILZE CHAVES VASCONÇELOS ROSENSTOCK
 RITA FRACISCO DE OLIVEIRA
THALISSON PINTO TRINDADE DE LACERDA²




Com a declaração da  LDBnº 9394/96, o artigo 33º foi modificada com o novo registro da lei 9.475, De julho de 1997, efetivando legalmenteo Ensino Religioso nas escolas, contudo, as lacunas ainda são evidenciadas na LDB, na ausência dos PCNER.Sem osparâmentros regidos pelo Ministério da Educação, o Ensino religioso “ ainda” não tem  critérios para conteúdos  e para o processo de avaliação da aprendizagem. No entanto, com a aprovação do 1º curso de Ciências das Religiões na modalidade de Licenciatura, é possível que o Mec reconheça esse novo paradígma para discutir uma epistemologia conceituada e fortificada pelo “ fazer pedagogico” com estudos voltados a praxis do docente com critérios para alcançar avaliação dos conteúdos na disciplina de Ensino Religioso nas escolas do País.
Para construção da avaliação, utilizamos  nossas habilidades apreendidas no Curso de Ciências das Religiões, na disciplina de  Religiões de Matrizes Africanas, escolhemos como temática  o candomblé e a Umbanda. O Conteúdo pretende desmistificar o preconceito na promoção do respeito as tradições africanas, incentivando o indivíduo a reconhecer que;Os orixás e os alimentos sagrados, compreender  que a cultura afro em sua excelência faz parte da cultura brasileira. Para aplicação  utilizamos como referencial a música (MPB), Na análise apresentamos um contexto amplo do candomblé no Brasil, e especificando a história em Salvador - Bahia, Na síntese, que exige mais complexidade, o indivíduo precisa  elaborar um síntese sobre um dos orixás, reconhecidos na tradição afro, e na última operação que é julgamento, trazemos a figura sincretica de Nossa Senhora da Conceição e Iemanjá, pontuando critérios e parâmetros para o julgameto, vale salientar, que nessa questão, trazemos  uma festividade que ocorre todos os anos em João Pessoa-PB, ou seja, aspectos ligados ao contexto cultural da  nossa cidade. 

Critérios Para avaliação da aprendizagem na abordagem construtivista: foram elaboradas seis questões, que possibilitamo indivíduo  alcançar determinados objetivos MORETTO ( 2005, p. 123).  Essa prova operatória,  trabalha conteúdos significativos dentro do contexto social,  desenvolvendo assim  os seis níveis de operações metais:
(RE) conhecimento, Compreensão, Aplicação, Análise, Síntese, Julgamento (avaliação).


1ª -  Nas nossas aulas, conhecemos os orixás mais cultuados no camdomblé  brasileiro e pontuamos os  orixás mais presentes em nosso Estado através dos brilhos das cores,bem como dos seus alimentos. De acordo com o que foi estudado e exposto em sala, relacione as colunas, identificando o nome do Orixá, com  sua cor e seu alimento.

(1) Iemanjá                            (   ) amarelo ouro – Molocum
(2) Oxalá(   ) azul claro – feijão preto
(3) Iansã                               (   ) azul claro – Angu
(4) Oxum                              (   ) branco – acaçá de arroz
(5) Oxossi                             (   ) marrom avermelhado - acarajé
                                                                          
Comentário:
Nível de (re) conhecimento de Habilidade mental de operações  de pouca complexidade basíca exigida do aluno no processo avaliativo. A questão requer apenas a identificação dos orixás brasileiros, suas cores e seus alimentos, apreendidos em aula, o que poderá ser alcançado apenas utilizando a memorização. Relação clara e precisa com  os objetos, associando as cores e os alimentos aos seus respectivos orixás. 

2ª -A umbanda é chamada de “ a religião brasileira por exelência”, ela juntou o catolicismo branco, a tradição dos orixás dos negros, e símbolos, espíritos e rituais dos índios, inspirando-se assim, nas três fontes básicas do Brasil mestiço. De acordo com o que estudamos em sala, apresente três características do catolicismo branco, dos orixás e dos índios presentes na Umbanda.
Comentário:
Habilidade Mental: Compreensão: Esta questão além da identificação proposta no reconhecimento, apresenta uma indicação de elementos que dão significado ao objeto de conhecimento: sua composição, finalidade, propriedades etc. Estrutura da questão: Há um enunciado relativo ao objeto de  conhecimento, há uma identificação do núcleo do objeto do conhecimento, há solicitação de descrição ou de demonstração de compreensão. O que se deseja avaliar é se o aluno compreendeu quais são as principais características de cada uma das três fontes responsáveis pela formação da umbanda, a religião tipicamente brasileira.

3ª - Observamos em aula, que algumas entidades da Umbanda  são popularmente conhecidas, quando são homenageadas com seus pontos cantados nas letras de algumas músicas da música popular brasileira (MPB), e também em algumas cantigas de rodas. Escreva dois trechos de músicas ou cantigas de rodas onde estes pontos e entidades daUmbanda são utilizados, e identifique a qual entidade pertencem.
Comentário:
 A habilidade mental  exigida aqui está no nível de aplicação: a transposição da compreensão dos pontos da Umbanda, que são utilizados na música popular brasileira e nas cantigas de roda.

4ª -  Estudamos que o candomblé  foi trazido para o Brasil pelos negros escravizados, em virtude de sua chegada a  religião passou a ser praticada em vários Estados brasileiros,  o nordeste também não ficou de fora, a Capital da Bahia – Salvador, ficou reconhecida por ser o berço do candomblé. Análise a influência religiosa do candomblé na cidade de Salvador, pontuando duas razões  que levaram Salvador aser  o berço do candomblé brasileiro.
Comentário:
Análise:  Partindo do “todo”,   essa questão operatória requer do indivíduo uma análise específica, na discussão em sala o tema foi abordado de forma geral, a história do candomblé no Brasil,  nesse caso a questão tem como parâmetro, a influência religiosa do candomblé, e  apresentar duas razões que fizeram de Salvador o berço do candomblé brasileiro..

5ª -  Observe a Ilustração e leia a questão abaixo.

 

A escola de samba Império Serrano, no carnaval 2013no Rio de Janeiro, homenageou no seu pequeno trecho do samba enredo o orixá oxum.  Faça uma síntese de dois ou três pontos, citando as razões que  levaram  o orixá oxum ser cultuado nos terreiros de candomblé no Brasil.
Comentário:
 Nesta questão o nível de habilidade mental a síntese,requer do aluno uma relação de maior complexidade inversa da análise. Esta operação é realizada  posterior a análise. A questão determina, citando  um exemplo ocorrido no carnaval,  no Rio de Janeiro, com a homenagem ao orixá Oxum, no trecho de um samba enredo. Após a análise da questão,  é solicitado ao aluno uma síntese do contexto do orixá Oxum  e das razões que levaram a ser cultuado nos terreiros de candomblé no Brasil.

6ª - Observe as ilustrações, e leia o texto abaixo.
 

Existe um sincretismo entre a santa católica nossa Senhora da Conceição e a orixá da mitologia Africana Iemanjá. Em alguns momentos, inclusive as festas em homenagem as duas são comemoradas no mesmo dia. Em João Pessoa, tanto nossa Senhora da Conceição como Iemanjá tem sua data festiva no dia 8 de dezembro.  Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão que termina no busto de Tamandaré, na praia de Cabo Branco.
Baseado no texto, apresente argumentos contrários ou favoráveis com relação a este sincretismo exposto.
Comentário:
A habilidade mental exigida é o Julgamento ou avaliação : é o nível de maior complexidade. Nele há emissão de juízo de valor após análise/ ou sínteses efetuadas. Proposição da situação/ sentença! Fato/ discurso, a ser avaliado. Indicação dos parâmetros para julgamento.
 _____________________________________________________
¹  Atividade apresentada à Professora Drª Sonia Pimenta, docente da disciplina de Avaliação da Aprendizagem, como requisito de avaliação.
² Acadêmicos do Curso de Licenciatura em Ciências das Religiões-UFPB



REFERÊNCIAS: 

MORETTO, Vasco Pedro. Prova um momento privilegiado de estudo não um acerto de contas. Rio de Janeiro: 6ª Ed. 2005. p. 123-149.
MORAES, Edgar. HOLLANDER, Dagomir. Os orixás. São Paulo: Nº 126-B. 1983. p. 47-57.