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"A PAZ DEVE SER O ALIMENTO DIÁRIO NA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MAIS JUSTO E SOLIDÁRIO !" (Jorcemar)



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sábado, 19 de outubro de 2013

RELATO DA ENTREVISTA: IMPLICAÇÕES DA HISTÓRIA DE VIDA E TRAJETÓRIA DE UM LÍDER RELIGIOSO






Considerações

A partir do texto de Silva (2011), consideramos que, existem diferentes concepções construídas sobre o significado do ser líder na modernidade, são implicações relacionadas aos valores existenciais do “si mesmo” nas relações interpessoais, refletidos através dos princípios éticos, morais do próprio grupo e pelas experiências individuais e coletivas, assim sendo, podemos pensar, quais perfis de líder podemos encontrar nas comunidades:
·       Democrático                                       
·       Tradicional – conservador
·       Autoritário
Repensando a ideia de Minicucci, (1983), podemos encontrar em diferentes realidades sócio culturais, lideres com distintos comportamentos, seja  aquele que tem uma visão mais holística da realidade, aberto a novos projetos comunitários um líder democrático ou um líder mais tradicional, conservador, limitado a novos horizontes e pensamentos modernos. E temos também o perfil de líder autoritário, aquele que exige que o grupo obedeça-o, ou seja, o superior do grupo.  Nesse caso, é notório observar que o processo de formação humana e social acerca da liderança requer, um estudo mais profundo de uma realidade especifica de um modelo para aprofundar claramente a função de um líder no próprio contexto religioso. Dessa forma pensamos em fazer uma entrevista com o pastor da primeira Igreja Batista de João Pessoa/PB. Buscamos  pontuar: O que significa ser líder dentro de um contexto religioso? Como a história de vida e a educação inicial podem ser elementos significativos para a vocação da liderança? E partindo dessas perguntas norteadoras, compreender a essência da fenomenologia da liderança e o passo a passo do processo que estabelece o “espírito de liderança” nos contextos da nossa sociedade.
Diante do que foi analisado com relação ao perfil do líder entrevistado pelo grupo, podemos dizer que este mostra características de um líder democrático, relativamente aberto a mudanças e acessível. Entretanto, com base no que observamos na leitura do livro sobre liderança, chegamos a conclusão que o modelo ideal de liderança seria aquela que reunisse mais de um modelo, tais como o democrático, autocrático, permissivo, instrumental, expressivo, etc., pois o líder que consegue mesclar os modelos lidera com mais clareza e consegue dar melhor direção ao seu grupo, como também  abrir espaço para a participação de seus colaboradores criando um ambiente e um convívio mais harmônico.
Aquele líder que prioriza apenas um estilo/modelo não é o suficiente para gerar impacto no grupo. Qualquer um dos modelos sozinho é pobre e torna mais difícil para o líder a utilização, ou introdução de estilos diferentes.
Outra questão são os atributos psicológicos, ou as características pessoais de um líder que também podem influenciar sua maneira de liderar, pois,  se ele tem um traço mais autoritário, por uma questão de educação familiar, é possível que ele reproduza isso no ambiente em que se encontra e se torne um líder mais coercitivo e modelador.
Cada um de nós possui uma personalidade que é expressa pela forma como interatuamos com o mundo, pelo modo que nos comunicamos e também como tomamos as nossas decisões. Assim como o corpo humano depende da espinha dorsal para adquirir uma estrutura, a psique necessita do temperamento para definir suas particularidades. Nascemos com um determinado temperamento e o mantemos durante toda a vida. O temperamento é a essência de nossa personalidade. Entretanto, um líder nunca deve impor sua personalidade aos demais membros de um grupo, evitando assim exercer uma liderança dominadora, que impõe ordens e que foge do padrão do líder educador, que deve promover um diálogo aberto e interagir com o grupo, priorizando o contexto sociocomunitário e procurando compreender juntamente com a comunidade que se encontra arraigado, o seu mundo e o mundo do outro, desenvolvendo uma vivência interpessoal satisfatória e buscando a harmonia e o bem comum do grupo.

Referencia
SILVA, Marinilson Barbosa da. Em busca do significado do ser professor de Ensino Religioso. João Pessoa: Editora Universitária. UFPB, 2011.

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Trabalho apresentado  na disciplina reformas na cristandade, pelos acadêmicos em Ciências das Religiões: 

Agnise Martins, Rivânia da Silva Carneiro, Thalisson P. T. de Lacerda, Verônica Maria Silva


domingo, 13 de outubro de 2013

Construção do conhecimento: o dar e o receber no processo pedagógico






         A escola deve ser um espaço onde as ações conjuntas entre todos os setores responsáveis pela educação estejam intimamente interligadas entre si, para uma melhor interação com aqueles que buscam aprofundar seus conhecimentos para a vida pessoal e profissional.
         O conjunto de profissionais treinados e capacitados em prol de um só objetivo, poderão colaborar para o êxito na transmissão das disciplinas ou aquilo que podemos chamar de interdisciplinaridade. A unidade entre os profissionais é muito importante dentro do processo educacional. Os debates, as trocas de idéias, a participação ativa e plena de todos os que fazem parte no processo educacional é de suma importância para o bom êxito do trabalho. O profissional da educação deve ter em mente que aqueles que estão adentrando os portões do espaço escolar trazem consigo uma bagagem de conhecimentos prévios e que devem ser aproveitado dentro deste espaço, que deve ser um local aberto as discussões e tendo em vista a participação ativa e plena de todos. No jogo da educação o aluno esta inserido no mesmo e não deve ser colocado no banco de reserva, mas deve ser colocado para jogar até o último minuto, pois o mesmo faz parte do processo educacional e deve ser  orientado a ser o mais interessado em ganhar este jogo. Cada qual usando do direito de falar e de expressar suas idéias, irão contribuir no processo educacional.
         Todos os que estão envolvidos sejam os professores, pais, alunos, direção e todos os outros profissionais da educação, devem ter a clareza que: o diálogo parte de um emissor e vai até um receptor e que o mesmo receberá uma resposta de volta, ou seja, alguém que vai transmitir algo, mas que esta aberta a receber também o sinal de respostas da outra fonte e ser o mediador, para que no final se tenha uma conexão do saber recíproco. 
         Educação se faz em conjunto, parte de ambos os lados, todos tem os mesmos direitos e também deveres, é assim que se pode construir uma verdadeira sociedade, onde reine a verdadeira democracia do respeito, onde todos possam crescer juntos.
         O processo educacional não pode ser um monologo, mas deve ser um diálogo e dialogando é que se constroem as coisas e se cresce. Quem fica só no monologo, não vai alcançar metas, ficara sozinho e isolado, e quem se isola no seu mundo não é capaz de se abrir para o novo, como diz na canção: “viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz”. (Gonzaguinha). Aprende-se ensinando e se aprende mais ainda construindo juntos.



 Jorcemar Bezerra de Albuquerque
Acadêmico de Ciências das Religiões-UFPB

domingo, 15 de setembro de 2013

FICHA DE RESUMO DE CONTEÚDO: A Personagem Cuca no Imaginário Infantil¹

Jorcemar B. ALbuquerque²


 

1. Identificação do texto:
RAMOS, D. S. A Personagem Cuca no Imaginário Infantil: de Monteiro Lobato â Rede Globo. In: Pereira, Kênia Maria de Almeida Pereira; Melo, Lucas Gilnei Pereira de; Soares, Kamilla da Silva. (Org.). O Livro das Bruxas: Transfigurações de Medeia na Literatura Brasileira. Uberlândia: Edibrás, 2011, v. , p. 73-99.
2. Idéia(s) principal(ais) do texto:
Imaginário, cultura popular, questões de gênero, símbolo, mito e arquétipo
3. Argumento(s) principal(ais) do texto:
“Os mitos, as estórias, as lendas, os contos de fada, entre outras formas de
narrativas (remanescentes da tradição oral), são frutos do imaginário de uma cultura em sua particularidade.”
“O imaginário é inerente ao ser humano”
“figura da bruxa ou feiticeira, é o símbolo do arquétipo da mãe terrível.”
“A fada e o seu duplo a bruxa, se complementam assim como o bem e o mal: ambos fazem parte da condição humana.”

4. Comentário pessoal sobre o conteúdo do texto:
Muito rico o texto e nos apresenta o imaginário popular dos contos de fadas, trazendo este para a nossa cultura, através da narrativa cuca. O texto nos dá uma visão da importância da cultura popular na vida do ser humano e que estes contos podem ajudar na educação para a tolerância e o respeito a diversidade cultural. 

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1.Trabalho realizado para a disciplina de religiosidade popular
2.Acadêmico de Ciências das Religiões-UFPB
 
( Minha contribuição para todos que tem dificuldades em fazer um fichamento)

O Brasil com axé: candomblé e umbanda no mercado religioso¹.


Jorcemar B. Albuquerque²

Síntese

Neste texto o autor procurou mostrar que as religiões de matriz africana, tem uma variação de nomenclatura pelo Brasil a fora e que elas formavam uma espécie de força para resistir as investidas do jugo opressor no passado.
O autor destaca que as tradicionais formas de culto foram preservadas em alguns lugares, mas em outros foi se criando uma nova roupagem. Bem como as competições entre estas denominações. Ele evidencia a sincretização entre as religiões afro e o catolicismo e a tentativa também de afastamento entre elas.
O autor também traz uma abordagem sobre as questões entre a e religiosidade afro e o enfrentamento com pentecostais. Ele que demonstrar todo o percurso de resistência da religiosidade afro no mundo moderno .
Em fim o autor propõe com este trabalho mostrar toda a questão de mudanças sofridas pelos afros descendentes e sua religião fixada aqui em terras brasileiras. 
 síntese feita apartir da referencia:
 PRANDI, Reginaldo. O Brasil com axé: candomblé e umbanda no mercado religioso. Estudos Avançados, São Paulo, v. 18, n. 52, p. 51-66, 2004.
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¹Síntese apresentada na disciplina: religiosidade popular 
²Acadêmico de Ciências das religiões-UFPB

COMENTÁRIOS DOS ARTIGOS: “OS RITUAIS NA FOLIA DE REIS: UMA DAS FESTAS POPULARES BRASILEIRAS”; AS TRAMAS SINCRÉTICAS DA HISTÓRIA SINCRETISMO E MODERNIDADE NO ESPAÇO LUSO-BRASILEIRO¹




Thalison Pinto Trindade de Lacerda²

 Partindo da literatura estudada, percebo que os referenciais teóricos são importantes na medida em que o espaço acadêmico admite diferentes interpretações criticas e reflexivas. É nesse sentido que busco pela leitura dos textos, uma reflexão acadêmica das festas religiosas populares e sua influencia na sociedade brasileira, seguindo pela interpretação de PERGO, na pesquisa realizada sobre “os rituais da Folia de Reis” tradicional festa que surgiu no século XVI, e o texto de SANCHIS (1995) sobre as tramas e conteúdos que são influenciados pelo sincretismo no contexto histórico brasileiro. Seguindo os textos, destaco duas implicações para breves considerações.
A primeira refere-se à tradição preservada e resignificada na história pelos grupos sociais e a importância do reconhecimento da festa de reis na sociedade, contudo em torno das representações dos reis magos como sentido de dramatizar a devoção dos portugueses, chegando ao Brasil e apresentando um novo modelo transformado pelos ritos, crenças, costumes locais. No entanto, é necessário analisar analiticamente pelo empirismo uma compreensão do fenômeno, quando entramos nas tramas sincréticas da realidade que ainda não é definida por um único modelo de formação cultural, pois há toda uma complexidade construída pela própria identidade étnica, política e social presente na experiência religiosa e nos valores existenciais da religiosidade, espiritualidade nas profundas da natureza do homem.
Então pelo reconhecimento da tradição, o segundo ponto, reflito os emblemas significativos diferenciados em vários países construídos pelos universos múltiplos implicados pelas diferentes formações adquiridas pela experiência sócio cultural, nesse sentido no texto de SANCHIS (1995) percebo realmente de forma didática;
·       O processo histórico da formação cultural da sociedade.
·       A influencia dos grupos na preservação da identidade.
·       Os conteúdos e os elementos presentes como valores socioculturais e morais da conduta do homem
·       A educação e literatura como instrumentos hábil na construção da família/escola/ sociedade.
·       A participação e a realização de projetos políticos e sociais que combatam a intolerância religiosa e reconheça o sincretismo como construtor da cultura e da realidade humana.

A partir dessa reflexão, concluo que, esses cinco pontos são essenciais para reconhecer, a cultura e o funcionamento dos sistemas políticos, econômicos e sociais na atual modernidade.  Por esse motivo os textos contribuíram para o amadurecimento critico e acadêmico. A análise não permitiu explicar apenas a importância da festa de reis, mas complementar com a leitura de SANCHIS (1995), novos paradigmas de transformação frente à globalização, entre outros avanços que também influenciam na formação cultural do homem e da sociedade de forma geral.

Referências:
PERGO, Vera Lucia. Os rituais na folia de reis: uma das festas populares brasileiras. In:1º Encontro do GT Nacional de História das Religiões e Religiosidades - ANPUH, Paraná, Anais
SANCHIS, Pierre. As Tramas Sincréticas da História: Sincretismo e modernidades no espaço luso- brasileiro. Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº28, p. 123-138, junho.1995.
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¹ Trabalho apresntado a disciplina de religiosidade popular
² Acadêmico do curso de Ciências das Religiões-UFPB
Imagem disponível em:<www.mostrasescdeartes.com.br>