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Este blog é para troca de informações, idéias e experiências na área da educação, conhecimento religioso e teológico.

"A PAZ DEVE SER O ALIMENTO DIÁRIO NA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MAIS JUSTO E SOLIDÁRIO !" (Jorcemar)



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sábado, 10 de março de 2012

PLENÁRIA SOBRE O ENSINO RELIGIOSO




No último dia 08 de março de 2012, realizou-se no auditório do Centro de Educação-CE-UFPB, a plenária sobre o ensino religioso. Esta atividade foi realizada pelo Centro Acadêmico do curso de Ciências das Religiões da UFPB, neste encontro foi abordado e questionado como está sendo desenvolvido os trabalhos dos professores de ensino religioso, bem como suas lutas e conquistas dentro do espaço acadêmico e fora dele.
participaram deste evento diversos professores, alunos e outros interessados na área do ensino religioso.


O Prof.Dr. Carlos André proferiu a palestra sobre a posição do ensino religioso na cultura brasileira/ desafios da laicidade. Brilhantemente Expôs suas idéias e experiências no assunto, tivemos a participação da coordenadora do curso de CR a Prof.Dr Fernanda Lemos que parabenizou o CACR pela iniciativa de promover este evento no início do ano letivo Universitário.
A Prof.Ms. Maria José que faz parte da equipe da secretária de Educação do Município de João Pessoa responsável pelo ensino religioso, falou um pouco da sua experiência de vida dentro do campo da educação voltada ao ensino religioso.
Destacamos ainda a presença da Profa.Dr.Dilaine Sampaio, Profa.Dr.Viviane, Prof.Dr.Thiago Aquino e outros demais membros do corpo docente da UFPB.
na ocasião foi colocado a venda os livros do departamento de Ciencias das Religiões, que no dia anterior foram lançandos no auditório do PPGE do Centro de Educação, livros estes muito bem trabalhados e redigidos pelos professores do Curso  e recomendo a leitura dos mesmos por parte do estudantes e pesquisadores da área, bem como demais pessoas interessadas em adentrar neste universo do estudo do fenômeno  religioso.

ABAIXO ALGUMAS FOTOS DO EVENTO







 ALUNOS DA GRADUAÇÃO E PÓS GRADUAÇÃO PARTICIPANDO DO EVENTO

ABAIXO VIDEOS DO EVENTO








domingo, 4 de março de 2012

Dança circular sagrada




Neste trabalho apresentamos um breve panorama das danças circulares sagradas através de tópicos como Origem das Danças Circulares, Conceito,   Classificação, Formação das Danças Circulares Sagradas, os benefícios por ela oferecidos, por que dançar em círculo?, as Danças da Paz Universal e dentro deste grupo a dança da Oração de São Francisco.

Breve resumo do trabalho apresentado na disciplina de danças circulares :

A dança está presente em todas as culturas, porque é parte essencial da vida dos povos. Possui em si mesmo uma força de manifestação de vida, capaz de fazer com que as danças antigas resistam ao tempo e cheguem aos nossos dias. São danças sentidas e realizadas em sua forma mais pura e que sintetizam de maneira perfeita corpo e espírito. Através das danças podemos irmanarmo-nos com povos distantes no tempo, bem como podemos entender o significado de seus rituais e celebrações.
            A dança como todas as artes, é fruto da necessidade de expressão do homem. É parte de sua natureza, é tão antiga quanto ele, ou até mesmo anterior à sua existência. Para Maria-Gabriele Wosien, a dança é a forma artística mais antiga, pois, mesmo antes de expressar sua experiência de vida através de materiais, o homem o fez com o próprio corpo.
            A dança encontra-se dentro das linguagens artísticas, as quais oportunizam a expressão positiva de angústias e medos, sentimentos que são expressados na maioria das vezes de forma inadequada. Gradativamente o ser humano adquire autocontrole, uma maior consciência corporal, e a responsabilidade por seus atos. A arte dá oportunidade ao ser humano para acessar e desenvolver aspectos de sua personalidade de forma prazerosa, ajustando emoções, organizando e educando pensamentos e sentimentos, auxiliando na formação de indivíduos mais equilibrados.
            Dentro das danças circulares a maior referência que temos é Bernhard Wosien, bailarino alemão, coreógrafo e professor de danças. Tudo começou quando ele interessou-se em pesquisar e coletar as danças étnicas, a partir de 1952. Foi em Findhorn, Escócia no ano de 1976 que ele, a pedido de Peter Caddy ensinou pela primeira vez uma coletânea de danças para os residentes da comunidade. A partir daí, o movimento das danças circulares sagradas cresceu e se ampliou de tal maneira que hoje, suas danças acontecem pelo mundo.
            Em forma de roda, linha ou espiral, a dança adquire um poder indescritível para aproximar os homens. A roda demonstra que, independentemente de raça, credo, sexo ou idade, somos todos participantes de uma mesma condição humana. E pelo fato de ser realizada em conjunto, essa experiência torna-se muito mais intensa.
            “Ao dançar, o mundo é de novo circulado e passado de mão em mão. Cada ponto na periferia do círculo é ao mesmo tempo um ponto de retorno. Se dançarmos uma dança matinal, saudando o nascer da aurora dançando, perceberemos, quando nos movimentamos ao longo do círculo, como as nossas sombras, neste circular singular, também descrevem um círculo. Assim, nós percebemos que giramos 360 graus. Sentimos na caminhada uma mudança através da reviravolta conjunta”. (WOSIEN, 2000; p.120).
            Enfim, as danças circulares sagradas promovem uma experiência de aprendizado, através de uma profunda pedagogia que é o caminho para nos fazer sair da superficialidade e nos conduzir até o mais profundo das coisas. Na dança cabe o ser humano inteiro!

( O trabalho é extenso, postei aqui um breve resumo do mesmo, para que tenham um contato sobre o que são as danças circulares, podem pesquisar nas refências que posto logo abaixo )

TRABALHO APRESENTADO PELO GRUPO DO QUAL FAÇO PARTE

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE EDUCAÇÃO
CURSO CIÊNCIAS DAS RELIGIÕES
DISCIPLINA: Estágio supervisionado III (Danças circulares)
Professora: Profa. Dr. Maria do Amparo

Alunos: Emerson Coutinho do Nascimento, Jorcemar Bezerra de Albuquerque, Kilze Chaves Vasconcelos Rosenstock, Paulo Sérgio Pe Celestino,   Pedro Claudino  Soares, Rute Alves de Oliveira.

REFERÊNCIAS:

BARTON, Anna. Danças Circulares: Dançando o Caminho Sagrado. Org. Renata Carvalho Lima Ramos. Tradução: Márcia Schubert. São Paulo: Triom, 2006.
Bourcier, Paul. História da Dança no Ocidente. Tradução: Marina Appenzeller. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
SACHS, Kurt. História Universal da Dança. Paris, 1938.
WOSIEN, Bernhard. Dança: Um Caminho para a Totalidade. São Paulo: Triom, 2000.
WOSIEN, Maria-Gabriele. Dança Sagrada: Deuses, Mitos e Ciclos. São Paulo: Triom, 2002.
Disponível em <http://www.angelfire.com/ar2/jcarthur/sfco.htm> acesso em 27/11/2011


sábado, 18 de fevereiro de 2012

E AS FÉRIAS DA UNIVERSIDADE ESTÃO TERMINANDO, O NOSSO BLOG ESTÁ DE VISUAL NOVO E PRONTO PARA COMEÇAR AS NOVAS POSTAGENS PARA O ANO DE 2012. MUITO TRABALHO É O QUE DESEJAMOS PARA ESTE NOVO ANO ACADÊMICO. A TODOS OS QUE PASSARAM NO PSS, SEJAM BEM VINDOS A NOSSA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA , UMA DAS MELHORES INSTITUIÇÃO DE ENSINO DAS AMÉRICAS, DIGO ISTO COM TODO ORGULHO. VAMOS PRODUZIR CONHECIMENTO E AJUDAR O NOSSO PAÍS A SE DESENVOLVER A CADA DIA.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Palestra Videlicet na Semana da Harmonia entre Religiões

 
 
 
O Grupo Videlicet celebra a Semana da Harmonia entre as Religiões da UNESCO com a palestra "Mediunidade e Imaginário", com o Prof. Dr. Adilson Marques, da FESC - São Paulo. O palestrante lançará três livros na ocasião. O evento será filmado para disponibilização posterior.

A palestra será dia 9/2, quinta-feira, às 9:30h, na Sala de Reuniões do CCHLA - UFPB. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Cultura de Paz nas Religiões!

 

Carlos André Cavalcanti*

A Paraíba vem amadurecendo os debates acerca de Direitos Humanos e Religiões. A Diversidade Religiosa é um dos pilares do nosso Grupo Videlicet Religiões, na UFPB. Agora, neste início de 2012, tendo em vista tal amadurecimento, estamos propondo a criação de um Comitê da Diversidade Religiosa da Paraíba pelo Governo do Estado.

Para isso, começamos a colher assinaturas em um abaixo-assinado virtual que pode ser acessado por você pelo seguinte link: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=vidlicet
Lá, você encontrará as considerações que nos levam a esta proposta. A assinatura é fácil e rápida. Totalmente virtual. Sugiro que leia também o texto abaixo.

Um jornal local enviou-me perguntas para publicar a notícia do abaixo-assinado. Desta pequena entrevista, ficaram as questões com as minhas respostas, que reproduzo abaixo.

1. O que é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, 21 de janeiro?

R. Foi criado pelo Presidente Lula em 2007. A data refere-se à morte de Mãe Gilda, Ialorixá do Terreiro Axé Abassá de Ogum, no Abaeté, em Salvador. Mãe Gilda morreu de enfarte após ver a sua foto publicada em um jornal de uma igreja neopentecostal. O terreiro dela havia sido invadido por integrantes desta igreja semanas antes. O objetivo da efeméride é ser um dia de conscientização da Cultura de Paz pela Diversidade Religiosa. É o Estado Nacional agindo para diminuir e dirimir a crescente Intolerância Religiosa que tem marcado a vida brasileira. Na Paraíba, o Dia foi “comemorado” pioneiramente em 2011 pelo nosso Grupo Videlicet Religiões, da UFPB, com o lançamento da Carta pela Harmonia entre as Religiões.

2. O que vem a ser tal Carta?

R. É uma referência ao Dia 21 e também à Semana pela Harmonia entre as Religiões da Organização das Nações Unidas - ONU, que é a primeira semana de fevereiro todos os anos. Este evento da ONU começou ano passado e nós fizemos a Paraíba marcar presença com esta Carta, que é um libelo assinado por cidadãos, lideranças políticas e instituições religiosas. A Carta pela Harmonia defende o respeito pela Laicidade republicana, ou seja, pelo direito de escolha religiosa ou atéia e pela inexistência de religião oficial no país.

3. O seu Grupo Videlicet está propondo a criação de um Comitê da Diversidade Religiosa na Paraíba. Qual a importância disso?

R. Exato! Estamos lançando um abaixo-assinado on-line pelo site Petição Pública para que o Governo da Paraíba, a exemplo do que fez o Governo Federal, crie um Comitê local da Diversidade Religiosa. Eu sou membro do Comitê Nacional da Diversidade Religiosa e quero trazer a experiência para o meu Estado. Posso afirmar a pertinência de um Comitê como este pela demanda cotidiana de combate à intolerância. Por exemplo: os cristãos entre si, com igrejas e denominações diversas, e as minorias religiosas, como as de tradição africana ou de orientação espírita, vivem um dia-a-dia de exclusões e, muitas vezes, de desrespeito aos Direitos Humanos. Em geral, a intolerância vem com o desconhecimento do outro. Promover o conhecimento mútuo entre religiões e religiosidades e propor políticas públicas pela Diversidade Religiosa são objetivos do Comitê nacional que devem vir para o da Paraíba. É a República garantindo o direito da livre expressão religiosa.

4. Que tipo de políticas públicas poderiam ser criadas a partir da criação desse Comitê?

R. Cito duas das muitas possíveis. A primeira é para cuidar dos jovens e crianças através da Escola. Atuar nas escolas através dos professores, principalmente no Ensino Religioso, que deve ser laico e não confessional. Nas escolas, apresentar a variedade das vivências religiosas e garantir espaço para que o aluno conheça todas sem preconceitos. A segunda é a realização de campanhas de conscientização para a retirada dos símbolos religiosos dos espaços públicos, como nos prédios da Justiça e na Assembléia Legislativa. O Estado é laico e não deve admitir o incentivo a nenhum credo, cristão ou não.

5. Como você vê a questão da intolerância religiosa na Paraíba, em especial na Capital?

R. Com muita preocupação. De um lado, somos constantemente procurados, enquanto Grupo de Pesquisa voltado para o estudo da Intolerância Religiosa, por pessoas das mais diversas confissões religiosas e por ateus. As pessoas nos procuram relatando o sofrimento delas com atos de preconceito. De outro lado, noto que as autoridades, com raras exceções, ainda não estão conscientes do problema. Ou seja, existe a demanda, mas as questões que envolvem religião são tratadas com desinteresse por quem deveria agir para coibia e penalizar os agentes da intolerância. O resultado é que a intolerância vai crescendo quase na impunidade. Recentemente, só para citar um exemplo, em um evento do Vifdelicet, Mãe Lúcia de Omidewá relatou publicamente diversos casos de intolerância que enfrenta cotidianamente. O que estamos esperando para combater isso? Será que a Paraíba vai precisar de uma morte, como ocorreu em Salvador, para tomar uma posição mais firme sobre o assunto? Eu espero que não e por isso estamos fazendo o abaixo-assinado virtual pela criação do Comitê da Diversidade Religiosa da Paraíba.

6. Você lembra algum caso de grande repercussão de intolerância em João Pessoa?

R. Sim! Cito o maior de todos na história recente da Paraíba. Nas eleições de 2010 a intolerância campeou no Estado e na Capital. Os candidatos disputavam para ver quem se apresentava melhor diante do eleitorado e, para isso, acusavam-se mutuamente de serem “demônios”. Há muitos relatos outros, só que pouco conhecidos do grande público.

7. Fale sobre o abaixo-assinado. Como será a promoção? Como ele vai circular?

R. Ele já pode ser acessado pelo site Petição Pública pela porta de entrada do site colocando a palavra Paraíba na busca ou pelo link (http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=vidlicet). Quem desejar maiores informações pode nos contatar-nos pelo e-mail: videlicet.ufpb@gmail.com. O lançamento será dia 21 através de mala direta on-line com os endereços que temos registrados, que são quase 2.000 e pelo Facebook. Será uma Campanha virtual, mas contará com outras atividades também. Presenciais, claro. Estamos muito otimistas.



*Prof.Dr. Carlos André Cavalcanti
Doutor em História
Professor Associado da Universidade Federal da Paraíba
História das Religiões